Isadora inventou uma brincadeira em que eu e ela éramos cachorrinhos. Tínhamos nossa caminha, um cobertor e um bichinho pra roer. Tentando acompanhar a brincadeira perguntei:
- Filha, se somos cachorros, como vamos conversar? Vamos dizer: Au, au, au, au..
- Claro que não, mãe. Não vamos falar cachorrês, vamos falar gentês.
- Cachorrês??? Gentês??? O que é isso? (Perguntei dando risadas, mesmo sabendo a resposta. Eu queria continuar rindo...)
- Ah, mãe. Cachorrês é a língua que os cachorros falam e gentês é a língua das pessoas, oras. Ah, sim. Também tem o adultês, o criancês e o bebenês.
- E o que língua o Renato fala?
- É o Renatês, lembra? É uma mistura do bebenês com o criancês, algumas coisas quem fala adultês entende outras só ele sabe o que quer dizer.
Como uma boa mãe-coruja, não canso de me impressionar com a lógica da Isadora. Ela sabe que existem outros idiomas, como inglês, espanhol e francês, mas o que ela vivencia são as diferentes formas com que as pessoas (e os animais no modo deles) se comunicam.
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Há uma semana

